Logo do FacebookCom o perdão do óbvio exagero, não se fala em outra coisa na internet. É o Facebook pra cá, o Facebook pra lá; já disseram até que o Facebook é a nova Microsoft — e pior que fez sentido. O site de rede social já é o líder disparado em termos de crescimento (embora o MySpace ainda tenha um número maior de membros), mas isso nem é o que importa. O importante é que o Facebook não sai da boca do povo, sendo citado constantemente em blogs influentes do Brasil e do mundo.

E, ainda mais importante que isso, o Facebook é um ótimo serviço para manter e fortalecer as conexões entre você e os seus amigos. Eu entrei e não consigo mais sair. Virou parte integral da minha rotina online. Minha namorada, que não é nem um pouco geek — apesar de ser programadora –, também acessa todos os dias. Entre as pessoas que eu “convido” (leia-se “torro a paciência”) a entrar no Facebook, um número surpreendente continua usando até hoje. Porque é útil e divertido, de uma maneira que outros sites de rede social sempre sonharam em ser.

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg, o criador, e a fachada da sede da sua criatura

Eu sou mesmo um partidário do Facebook (se o Scoble pode, porque não eu?), então este blog vai falar bastante sobre o site. Pretendo postar dicas de uso, um ou outro tutorial, recomendações de aplicativos… o que aparecer. Para começar, uma matéria que eu escrevi e vai ser publicada na estréia da seção Internet da próxima ArenaMagazine (a revista online de entretenimento do iG), onde eu escreverei todo mês até segunda ordem. Como o blog é novo, o meu camarada Alexei Barros, editor, resolveu me deixar “furar” a própria revista dele, publicando a matéria aqui primeiro.

Confira após o link.

Facebook: sua nova casa
Se você pensa que já tem toda a rede social que precisa, pense de novo

Sabe o Orkut? Então, já era. Sério. Em poucos meses, se a humanidade não estiver perdida, ele terá sido plenamente substituído pela melhor coisa que apareceu na internet recentemente: uma “coisa” chamada Facebook.

Mas que coisa é essa?
A internet está cheia de sites propondo maneiras de te ajudar a fazer alguma coisa. Uma melhor forma de verificar os seus emails, de organizar a sua agenda, de ler grandes quantidades de informações, de melhorar a sua produtividade no escritório com ferramentas de colaboração… mas o Facebook não se propõe a nada disso. Ele se propõe a te fazer “perder tempo” de uma maneira mais organizada e prazerosa, por assim dizer. A te ajudar a manter contato com os seus amigos durante o tempo todo, e de forma mais divertida. Pergunto: qual a finalidade do Orkut? Você pode ter uma página onde as pessoas possam saber quem você é, pode mandar recados para as pessoas e bisbilhotar a vida delas, pode discutir os mais variados assuntos nas mais variadas comunidades e pode publicar um álbum de fotos. Há outras funções, mas o básico do básico é isso. O Facebook concentra todas essas funções e as executa de maneira brilhante, muito superior ao site roxinho do Google. Além disso, não seria exagero nenhum afirmar que essas funções não representam nem 5% do que o Facebook pode fazer.

Miniatura do meu profile
Imagem do meu profile. Clique na imagem para chegar nele

Como funciona?
A essas alturas, mesmo se você nunca tinha ouvido falar desse tal de Facebook, já deve ter uma boa idéia de como ele funciona, né? Dá pra se dizer que é um “Orkut feito direito”. Mas, ao contrário do Orkut e da grande maioria dos sites de redes sociais, o Facebook não se comporta como um site só, gigantesco e englobando todos os usuários. Ao contrário disso, ele é baseado no conceito de “Networks”, ou redes. Há as redes de locais, de educação e de trabalho. As redes de locais são as mais importantes, pois englobam todas as pessoas geograficamente próximas. Quando você entrar no Facebook, deverá entrar na rede do Brasil. Porém, se a sua escola ou empresa possuir uma rede lá dentro (pouquíssimas têm, apesar de ser apenas uma questão de requisitar ao site a inclusão da sua), você pode entrar nelas também. Isso promove a comunicação e ajuda a organizar os seus contatos em áreas bem distintas: os seus amigos, os seus colegas de escola/faculdade e os seus colegas da empresa. Se você vive em dois países diferentes ou tem muitos amigos em outro país, pode também entrar em outra rede de local.
Pessoas de fora das suas redes podem encontrar o seu nome se procurarem, mas não conseguirão ver o seu perfil ou nenhuma das informações publicadas nele. Mas eles podem entrar em contato através de uma mensagem ou pedir para serem adicionados como amigos.

The book will not be on the table for long
Ainda que o Orkut tenha sido literalmente invadido por hordas de brasileiros enquanto o idioma único do site ainda era o inglês, muitos têm problema com o idioma ianque. E ele é o único idioma disponível no Facebook no momento. A essas pessoas, no entanto, uma boa notícia: em um recente evento de tecnologia, a diretoria do Facebook já confirmou que versões em várias línguas, inclusive o português do Brasil, não devem demorar para serem implementadas.

Feed é tudo
Poucos sites utilizam a tecnologia do RSS de maneira tão criativa e apropriada. A sua página inicial dentro do Facebook, depois de logado no site, possui uma grande área central chamada News Feed. Essa área publica, em tempo real, tudo o que eu seus contatos fazem. Se Fulano Silva publicar uma foto no seu álbum, aparecerá no News Feed a mensagem: “Fulano Silva adicionou uma foto no seu álbum X”, seguida do horário aproximado em que ele fez isso e de uma miniatura da própria foto em questão, com link para o álbum. O mesmo acontece quando alguém publica um comentário em um tópico de alguma comunidade, quando alguém adiciona um vídeo, muda qualquer informação no seu perfil… É impressionante como essa simples função faz toda a diferença: você se sente parte de um ecossistema vivo, onde as pessoas fazem coisas e conversam sobre as coisas que fazem. O News Feed também oferece um absurdo controle de privacidade, onde você decide que tipo de informações quer receber. Você pode vetar o recebimento de qualquer tipo de mensagens (por exemplo: “Não quero nem saber quando alguém colocar fotos online”), assim como deixar claro que tipo de fatos prefere ficar sabendo (por exemplo: “Avise-me sempre que alguém entrar ou sair de um relacionamento”).

Os seus passos, no entanto, não vão parar no News Feed. Afinal, você não quer saber o que você mesmo fez, não é? Porém, as pessoas podem querer saber, por isso as suas dez últimas ações vão para o Mini Feed, um pequeno painel no seu perfil. Todos os perfis têm Mini Feed, portanto, você pode bisbilhotar a vida de qualquer pessoa à vontade. Apesar de você poder controlar que tipo de ações serão publicadas no Mini Feed (a grande maioria pode ser escondida), você não pode retirar o painel do seu perfil.

Exemplo de Newsfeed
Assim é o News Feed

“Apps”: acostume-se com essa palavra
Notou como até agora não foi dita nenhuma palavra negativa em relação ao Facebook? Saiba que não vai ser agora, já que você está prestes a descobrir a função mais impressionante do site, os Aplicativos. Do inglês “Applications”, que, como tudo na internet, possui a sua forma reduzida: Apps. Os Apps são facilmente o motivo pelo qual o Facebook está ganhando tanto reconhecimento e popularidade. Em uma fórmula mágica na qual todo mundo sai ganhando, o Facebook liberou a sua API para que outros programadores desenvolvessem funções para o site. O resultado disso é que agora o Facebook conta com aplicativos dos mais populares sites da internet, além de muitos programados especialmente para o Facebook, tanto por amadores quanto pelos próprios desenvolvedores do site. O Facebook ganha, porque fica com mais conteúdo e funções; os desenvolvedores ganham, porque já contam com uma alta visibilidade para as suas aplicações; e os usuários ganham, por poderem aproveitar múltiplas funcionalidades além das “padrões” do site. Se você usa o Twitter, o Last.fm, o Box.net, o Flickr, o 30Boxes, o WordPress, o Picnik (calma, falaremos sobre a maioria desses nas próximas edições!) e dezenas de outros serviços da Web, sabe que é um saco ter que ficar fazendo login em todos eles. Com os aplicativos que esses sites desenvolveram para rodar dentro do Facebook, você faz apenas um login e usa todas as principais funções desses serviços sem precisar sair de dentro do site. E o que é melhor: podendo compartilhar as suas ações e os seus dados com os seus contatos.

Amigos, amigos, sites à parte
É claro que, sendo um site de rede social, nenhuma dessas funções, por mais bacanas que sejam, vai ser grande coisa se você você não tiver alguns amigos para te acompanhar. Por isso vai aqui um conselho de amigo: entre, explore algumas aplicações e, se gostar do que ver, convide dois ou três amigos para entrarem também. Você verá que, aos poucos, scraps, comunidades e os malditos spams de desenhinho terão virado coisa de um distante — e roxo — passado.

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